Em meu peito expõe-se o mundo:
Em fome, em anseio pela veracidade, em velhice sem idade.
É como um alarde de incêndio, por um fogo que não existe, nem deverás existir, pois não o conheço; quando em muito me almejo, me descarto num lampejo;
Me sabe a alva da alma que meu peito é o expoente de meu carma, carga de indignação; mas se concerta numa canção!
Canção da alma, convenção da vida, mentira acometida, verdade à revelia!
Sabem os bons que não quero o mal que faço! Mas, meus olhos são minha fé. Vivo numa eternidade que, mesmo num segundo, em meu peito expõe meu mundo.
Kassio Rodrigues
''Tudo é dos outros, salvo a mágoa de o não ter.'' - Fernando pessoa - Desassossego
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Saudades
Saudades
E, mesmo estando lá o tempo todo, minha timidez do interior não a reconhecia. Tinham lábios vermelhos-sangue, olhos que sorriam e personalidade ávida. Um corpo desenhado à minha ignorância, mas puro que uma criança. Voltei à frente de sua presença; e sua pessoa estava tão presente, que não consegui ouvir sua voz. Ela dizia: "Eu, sem você, é como você sem mim. Case-se comigo, antes que não pareça tão bom pedido".
------------------------------------------- ---Faço, e confirmo-------------------------------------------------------
21:40 Horas.
São dias de tristeza. A imagem ao fundo da rua de minha casa, mostra a frieza do século XXI. Em pensar que era eu, menino magro que não se importava com minhas roupas, a frieza de meu derredor está mais iluminada que os vaga-lumes de 18 anos atrás. Os gastos com minha vaidade, vergonham minha aspirante responsabilidade.
Hoje, a solidão faz-se presente em meio à multidão. Minha candidez insalubre, de noites sós, não representam mais minha caminhada. Ficou meu exaspero. Minha sanidade contestou-se a si mesma. Faltou amor.
Boa noite, caro leitor. Nem sei mais o que escrever.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
O que vi - Kássio Rodrigues

O que vi:
Vi de tudo nesta vida.
Não que a tenha vivido intensamente, ou que eu seja auto de data.
Sou quieto. Apesar de sempre ter considerado isso um defeito,
Vejo-me grande, mesmo que não o seja.
Vi o sol frio e a lua quente.
Vi nuvens densas em dias de pipa
Vi pessoas vazias se sentindo cheias
E, cheias, se sentindo vazias.
Vi cantos nobres em ruas escuras
Homens bons escondidos dos holofotes
Vi marchas firmes, em prol do nada
Mas também vi o nada tornando-se tudo
Vi o perdão triunfar em meio à guerra
A guerra perdoar mais que monges
Vi santos se contaminando
E contaminados tornando-se puros
Vi fortes se fazendo de fracos
Fracos se fazendo de fortes.
Pés delicados alçando duros chãos
Outros cascudos deliciando-se em massagens de areias do mar
Vi a morte triunfar sobre a vida
E a vida desbaratar a morte
Os avós aprendendo com os netos
Mas vi filhos tão quanto sem almas
De tudo que vi, nada vi; Tudo cri.
Às vezes sem ter,
Às vezes sem amar,
Às vezes sem andar
Mas tudo tive, tudo pude, tudo fiz.
O que não fiz não posso dizer que foi omissão.
Pois dum coração apaixonado, tudo pode se esperar
Menos ser intrometido.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Expoente, o vento - Salomão Moura
Se houvesse composições em meus sentimentos, tais se
ilustrariam pelo farfalhar de um vento invisível que se choca contra as
montanhas de pedras
Capaz de dilacerá-los pouco a pouco. A cada sopro fino,
esfarelando lentamente; ironicamente transformando grandes rochas em pequenos grãos
de areia que se misturam à sua forma
Transformando-se em um vento mais potente.
Se houvesse algum som em meus sentimentos, seria como um ruído
estridente de um pequeno redemoinho que sai da montanha para brincar nos campos
duma aldeia
Carregando consigo a poeira, folhas secas e outros
componentes de chão sujo; querendo ser mais do que ouvido.
Se houvesse composições em meus sentimentos, tais seriam com
a roda seca dum redemoinho
Que se une a outros mais belos; aos animais mais fortes e os
tempos mais misteriosos, sem entender a dor que causa a quem está em seu
interior
Mas que, pouco a pouco, sente a culpa pesada dentro de si.
Se houvesse algum som em meus sentimentos, seria como um
grito assustador de um furação que sente culpado por seu fracasso;
Por não poder ser o que era, pois se tornara amargo, a ponto
de se unir a ventos fracassados que não podem tocar o céu sem estar firmemente
pregados ao chão sujo,
Por destruir toda a vida à sua volta, pelo egoísmo de querer
ser grande.
Se houvesse composições em meus sentimentos, tais se
ilustrariam como um furação, que depois de horas vai expelindo aos poucos as
cinzas do que restou da sua destruição;
Abandonando tudo que despedaçou; entendo que nada daquilo
deveria fazer parte do seu interior, nem mesmo os ventos, dos quais se uniu.
Aos poucos vai jogando casas destroçadas, árvores
destruídas, animais mortos e tudo arrastou consigo, pelo mero prazer de
arranhar o céu.
Se houvesse algum som em meus sentimentos, seria como o som
de uma brisa fina, que se desloca de um furação reconhecendo sua simplicidade;
tristemente arrependido, depressivamente saudoso, que decide voltar às
montanhas que lhe acolheram, evitando machucar as rochas, antes feridas e amedrontadas,
temendo ser machucadas novamente pelo seu sopro irônico;
Seria com se o som de uma brisa fina que decide deixar as
montanhas pra sempre alegrar os moinhos de uma fazenda
Se pudesse comparar meus sentimentos, os compararia à brisa
que diverte os moinhos de uma fazenda, e, que balança as folhas de uma árvore,
dando vida e movimentos, que diverte pássaros
E as pipas que voam ao seu favor.
Que brinca com as folhas secas caídas, dando-lhes sensações
de vida própria, que brinca com a flor, levando longe seu perfume, que passa
pelas águas cristalinas e lhes dá o som perfeito
Que passa pela grama e lhes faz cócegas, que une a todo ser
que respira, permitindo-lhes a pureza do ar fresco, que abraça todas as pessoas
tristes ao seu redor, com leveza, secando lágrimas e proporcionando um arrepio
gostoso; arrancando deles um sorriso de esperança.
Uma brisa que, com o tempo, ganha o céu de presente e se
torna o vento mais puro e o mais forte de todos; capaz de dançar com as nuvens
e mudar suas formas; capaz de descer ao mar e sacudir suas águas mais pesadas
e, ajudar marinheiros a chegar em suas casas sem perigo. Um vento puro que
apesar de invisível, deixa saudades no coração de quem o sentiu.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Lisura - Kássio Rodrigues
Quando estivermos prontos, será como um despertar voluntário de domingo de manhã.
Quando a sorte obedecer o coração, será como uma brisa
minuano, acariciando o rosto e libertando os cabelos.
Será forte a minha alegria, e torpe a minha sensatez, porque
não o saberei.
Mas, não o quero saber. Quero você. E, para mim, é um
objetivo de vida.
Resta-me te amar. E, como o próprio verbo em questão diz, independe
se me amas também.
Como reza a lisura da alma, tem-se que, é melhor amar assim a
não valorizar-te quando te tenho.
Se ainda te tenho, deixe-me ao menos, sonhar com o nosso
amor.
Kássio Rodrigues
terça-feira, 16 de julho de 2013
Candidez - Parte 2 (Kássio Rodrigues)
Quando me vi, sujismundo, vagante em plagas de outros.
Em outrora, era febril, esfriado pelo pano molhado.
Olho hoje, degusto minhas possibilidades
Sem entender, como vim parar aqui...
Como vim me esconder dentro de mim
Suo frio, mas não me deito mais
Canto grosso, mas não me aplaudo mais,
Visto linho, mas não mostro ao mundo meu personagens favoritos...
Engraxo de preto meu sapato, sem me preocupar em cair depois...
Outrora, fiz-me triste pela hora avançada que fazia o sol se esconder,
Fazia os desenhos no asfalto se esconderem também...
Fazia-me sono. Fazia-me indignado.
Hoje, o mesmo sol ainda se esconde, apagando no asfalto as alergias do dia.
Mas me rebuço em sinfonias de relaxamento, agradecendo a Deus pelo dia que findara.
Kássio Rodrigues
Em outrora, era febril, esfriado pelo pano molhado.
Olho hoje, degusto minhas possibilidades
Sem entender, como vim parar aqui...
Como vim me esconder dentro de mim
Suo frio, mas não me deito mais
Canto grosso, mas não me aplaudo mais,
Visto linho, mas não mostro ao mundo meu personagens favoritos...
Engraxo de preto meu sapato, sem me preocupar em cair depois...
Outrora, fiz-me triste pela hora avançada que fazia o sol se esconder,
Fazia os desenhos no asfalto se esconderem também...
Fazia-me sono. Fazia-me indignado.
Hoje, o mesmo sol ainda se esconde, apagando no asfalto as alergias do dia.
Mas me rebuço em sinfonias de relaxamento, agradecendo a Deus pelo dia que findara.
Kássio Rodrigues
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Harmonia desafinada (Kássio Rodrigues)
Converse
pouco. Converta-se muito.
Ande pouco. Desande ao muito.
Pisque pouco. Fique muito.
Beije devagar, antes do crepúsculo.
Voltar-te-á à cena do acontecido que te hipnotizou?
É certo que não. Então?
... Por que te refutas e não te acolhes
Um passado nu te engole, fazendo-te mole.
Certo, é o conserto do concerto.
Mas, não te podes deixar de concertar;
Podemos tocar e cantar juntos!
Mesmo que o mundo não nos assista.
Pisque pouco. Fique muito.
Beije devagar, antes do crepúsculo.
Voltar-te-á à cena do acontecido que te hipnotizou?
É certo que não. Então?
... Por que te refutas e não te acolhes
Um passado nu te engole, fazendo-te mole.
Certo, é o conserto do concerto.
Mas, não te podes deixar de concertar;
Podemos tocar e cantar juntos!
Mesmo que o mundo não nos assista.
Kássio
Rodrigues
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Olhos que sorriem - Kássio Rodrigues
Ela sorria com os olhos. Isso me fascinara de fora para dentro como uma vacina anestesiadora; me deixara imóvel.
Retumbantemente introspeção me alabardava dividindo-me em:
eu, ela e o amor.
A mais perfeita alusão ao momento tênue que se findara.
Far-me-á sólido e crente desta vez? Era o que me ateava aos
pensamentos numa auto reluto de calor.
Fechado os olhos, me permiti ser levado. E, funcionou! Fomos
cantados em anjos anônimos de esperança.
Mesmo que só eu os tenha visto (os anjos) – não sei –
busquei no íntimo do meu coração um sonho esquecido:
Andar nas ruas sentimentais do amor, segurando sua mão suada
depois de um sonho bom, e, nunca mais acordar.
Kássio Rodrigues
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Doce delírio matinal - Salomão Moura
Jogo sobre ti doces palavras
Com a esperança lúbrica de possuí-la um dia
Me obrigo a pensar nos mistérios profanos
De tua formosura
Que me fascina e me atormenta
Não hei de descrevê-la, comparando-te
Às flores, ao céu supremo ou a qualquer
Recurso fútil da natureza
–És maior que tudo isso, força divina!
Assemelho-te a um anjo de meus sonhos
Juvenis, vestida de negro com teu corpo
Liricamente desenhado e suas formas
Simétricas que não se encontram em
Nenhum livro de anatomia.
Tocar-te é como apalpar a virtude fluente
Da lua cheia, transbordando teu prazer
A ponto de vê-la flutuar, libertando-se
Da gravidade, que não te podes possuir
É tu a energia sublime que transcende
Cada poro no calor do teu corpo quente,
Tão quente quanto das labaredas faiscantes
De uma lareira no mês de maio.
Salomão Moura
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Desmaterialização dos porquês - Kássio Rodrigues
Por você:
Me acertaria; em acertos; num penhasco - numa correta especificação de poderio de morte - certa certeza, condoer-me-ia em certidão de aprazes, me concertaria; ao molde do bem-querer, àquele sonho do cavalo branco trazendo o ideal, principesco principal do princípio programado. Porque te amo. Por que não me amas também? O porquê disso tudo se arrasta no infinito da solidão... Saudades só têm graça nestas minhas palavras que criptografam meus devaneios, por quê?
Kássio Rodrigues
terça-feira, 21 de maio de 2013
1 minuto de silêncio pela morte do meu ego - Kássio Rodrigues
1 minuto de silêncio pela morte do
meu ego:
Sendo ainda cedo, reluto ao calor de meu leito, numa alusão ao camuflar da humanidade num dia normal, secular, de trabalho.
![]() |
| René Descartes (1596 - 1650) - Autor da frase: ''Penso, logo existo!''. |
Sendo ainda cedo, reluto ao calor de meu leito, numa alusão ao camuflar da humanidade num dia normal, secular, de trabalho.
Busco dentro de mim, motivos aquém,
de passear uma perna após a outra ante meu velho e popular carro.
Louvo uma canção de sorte; daquelas
que representam o que não sou, mas que gostaria de ser.
Rabisco uma casinha de três
colunas no caderno de anotações, como uma busca infinita e disfarçada, pela
infância que vendi a troco de nada.
Ainda é cedo, e o sol já zomba da
minha cara, levando meus desencantos ao compasso da música da cidade: carros,
trens, motos, buzinas....
Ahhh, essas buzinas! São tão
ligeiras, que às vezes repenso se convivo mesmo numa sociedade de humanos
desumanos, e se realmente existo. Mas, se penso, logo existo!
E, se existo, gostaria de saber do
porquê de ser invisível aos teus olhos.
Por: Kássio rodrigues
terça-feira, 14 de maio de 2013
A princesa Almática - Kássio Rodrigues
Sentada à beira do Rio, murmurava cânticos almáticos ao vento. Encolhendo os joelhos aos seios, se abraçava amorosamente sonhando o impossível. Com olhos de ´´Japonês´´, admirava a formação da nuvens enquanto o sol se punha: via cavalos voadores, monstros de um só olho. Até que viu seu pai. Não quis se autoindagar do porquê da visão, nem ser pragmática ao ponto de deixar de sonhar. Ficou ali, o tempo que lhe restou, até que o vento cantarolando a distraiu, enquanto deformava a nuvem numa bruxa caolha. Ao retornar sua visão, não se assustou de não tê-lo mais ali; estava acostumada com as pessoas sumirem ao ser amadas; assustou-se com a bruxa caolha; uma visão bem retorcida que guardara de sua madrasta, que desapareceu após a misteriosa morte de seu pai, levando tudo que ele tinha.
Enquanto se refazia do dia trabalhoso que findara, continuava remoendo antigas cantigas, que ouvia todas as noites antes de dormir. O sol já se escondia em passos largos, dando lugar à lua, tenebrosa, charmosa e voraz. Seu coração estava tão quebrantado, ao ponto de não haver mais ânimo para viver... Se sentia só, abandonada... Mas não desistira: almejou um plano sagaz, amou seu jovem amor, trilhou terras de dragões, reconquistando tudo que um dia foi seu por direito de herança. Tudo estava bem, tudo estava sólido. Mas, às tardes estias, se debruçava copiosamente em cima de si mesma, cantarolando cânticos almáticos ao vento, dia após dia...
Por: Kássio rodrigues
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Fastio desassossegado - Kássio Rodrigues
Eis-me aqui em minha razão; travestida de sentimentos, recalcada de lealdade e chamuscada de seriedade, vinda montado num burro chucro, selado de cansaço, rebuscado de amor; numa força tamanha, numa insensatez imensurável.
Não quero ouvir conselhos de nostálgicos mágicos ou ilusionistas. Pessoas nas quais enforcaram-se na corda do amor. Pessoas nas quais, saíram do cativeiro,
Trocando o calor de sua amada, por frestas de luzes que pareciam boas à alma. Isso eu já fiz! Isso já vivi e, não quero aconselhar pessoas, num grito desesperador pela minha redenção, porque isso é ilusão.
Por mais que cante, por mais que escreva, nunca transmitirei àquela menina, um resquício da minha dor. Deve estar aí, o motivo da separação da alma e do corpo: caso tivesse em minha voz, solidez ao ponto de gritar àqueles ali na beira do mundo precisando de luz, gritaria em notas proibidas: volte, e entenda duma vez por todas: seu amor é seu e de mais ninguém.
Cancelei agora meu status de ´´superado´´, assumo daqui em diante, sem medo de ser inundado por minhas más escolhas. Pode sair de cena, ó fadiga! Saia de cena, ó cotidiano! Agora sou eu quem decide e, decido por mim mesmo..., ... ou melhor, decido isso depois...
Por: Kássio rodrigues
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Passos próximos - Kássio Rodrigues
Ah, passos próximos!
Pudera eu, prever suas ilicitudes; não me culparia futuramente - como me faço hoje - pelas más decisões. Quem sabe, nas culpas e devaneios hão de estar portadas o antídoto para a minha autocrueldade; porque só o que sei fazer é, descrer do lado ruim da vida; do fracasso, do erro, das percas.
(...) São tantos maus adjetivos que, traspassam a beleza de ser um eterno aprendiz. Caro eu, não se deixe ser dominado por isso.
Por: Kássio rodrigues
Pudera eu, prever suas ilicitudes; não me culparia futuramente - como me faço hoje - pelas más decisões. Quem sabe, nas culpas e devaneios hão de estar portadas o antídoto para a minha autocrueldade; porque só o que sei fazer é, descrer do lado ruim da vida; do fracasso, do erro, das percas.
(...) São tantos maus adjetivos que, traspassam a beleza de ser um eterno aprendiz. Caro eu, não se deixe ser dominado por isso.
Por: Kássio rodrigues
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Filtro Solar - Mary Schmich
Senhoras e senhores da turma de 2003:
Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
Usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo
Do uso de filtro solar estão provados
E comprovados pela ciência
Já o resto de meus conselhos
Não tem outra base confiável
Além de minha própria experiência errante
Mas agora eu vou compartilhar
Esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos
E perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente
E como você realmente tava com tudo encima
Você não tá gordo, ou gorda
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que preocupação
É tão eficaz quanto mascar chiclete
Para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade da sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada
E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de um terça-feira modorrenta
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
Às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
É só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
Aos 22, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você.
As Suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, é assim pra todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo!
Não tenha medo do seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance! Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio!
Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade pra diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida.
Porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer..
Você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis,
Os políticos eram decentes
E as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada,
Talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar,
Mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
Repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O primo Basílio - Eça de Queiroz
... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho.
Candidez - Kássio Rodrigues
Pudera eu, voltar à infância, onde não havia o mal e, a pureza era tudo que tínhamos. Hoje, não há pureza, e a maldade, é tudo que temos em mãos.
Os que vivem pensando, não são os mesmos quem pensam para viver. Estes, planejam a própria dor. Àqueles, já não há mais cura.
Antes mesmo da luz do meio-dia, e do crepúsculo, já se tornam obscuros; adestrando a própria alma a não corresponder às expectativas do espírito. E, este último, é definido de tempo em tempo, de acordo com as circunstâncias: espírito calmo; alma angustiada. Espírito são; alma borracha; excesso de dopo.
Por: Kássio rodrigues
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Sou? (Maikon Rodrigues)
Sou o fruto do romantismo que não vivi, a essência do amor que não ganhei, o eco do som que não se propagou. Sou o balançar das folhas que se movimentam através do vento que não soprou, a luz do sol que não saiu, a coletânea com um só exemplar, a exuberância sem sua perfeição. Se realmente sou tudo isso, então chego a conclusão de que nada sou, pois sou tudo que não é de fato. Na realidade sou o tudo e o nada, a linha de encontro entre a verdade e a mentira, a supremacia e a inferioridade, e até Socratis com toda sua sensatez e prudencia assentiu que só sabe que de nada sabe, e é com a mesma assertiva que indago, sou ou não sou? O que me faz ser, ou deixar de ser? "Só sei que nada sei", só sei que não sou o que pensam que sou, mas sou o que eu quero ser
Por: Maikon rodrigues
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