quinta-feira, 18 de abril de 2013

As 4 paredes de vidro (Maikon Rodrigues)



Sou como um peixe solitário num aquário  Preso não em 4 paredes de vidro, mas sim na rotina do meu dia-a-dia. Vivo sozinho observando o mundo la fora, almejando o mar, o oceano ou até mesmo um pequeno rio ou riacho, embora me encontro em um mero e pequeno aquário  rondando e revirando, nadando em circulo e sempre chegando ao mesmo ponto de onde sai. Minhas nadadeiras necessitam de mais espaço meus pulmões  agora, suportam mais oxigênio e quero conhecer mais águas, preciso conhece-las na integra! Mas o q encontro a minha frente? Somente a minha rotina. Somente vidros que me barram de nadar para outras águas e desfrutar o que ainda não desfrutei e viver o que ainda não vivi. Tudo que quero é sair desse aquário e viver livre dessas 4 paredes de vidro.

Por: Maikon rodrigues

Janelas... (Maikon Rodrigues)


Janelas... vidros, travas, outro lado, lado limpo, lado sujo, lados, janela. Formas, tipos, desenhos, janela, transparência  proteção, abre, fecha, tranca, janela...
Janelas da alma exalam verdade, transluzem a realidade, poucos a consegue ver, muito menor é o numero de quem a observa minuciosamente, mas a esses é concedida uma recompensa a altura.
Janelas... abre, fecha, tranca, janela, lado limpo, lado sujo, janela, quem vê, quem vive, janelas...
Pre-conceitos, pre-julgamentos, atitudes de quem vê, no lado sujo de sua janela, o lado limpo da janela da vitima de tal ato abominável, mas tao normal do ser humano e em sua sociedade.
Janelas, tranca, destranca  abre, janela, vida, intimidade, amizade, liberdade, pessoas, confiança, janela aberta, escancarada, perda, frustração, fecha, tranca, janela...

Por: Maikon rodrigues

segunda-feira, 18 de março de 2013

Descalço - Kássio Rodrigues

Se você não crescer em mim, me sabe meus santos devaneios, que posso nascer por ti. Se tuas mãos não apalparem meu calor, serei em ti como nuvens levadas pelo vento, abrindo caminho à solidão dos sóis. Mas ainda estarei lá; por cima, velando teu sorriso, e mesmo cansado pelo câncer que me corrói, me descalço ao compasso da vida. Ao compasso das sinfonias que aprazem meu eu, me desliso, me insisto, me amalgamo, me chamo; salvando cruas paixões. Festejo meu velório, angustio meu olhos, canto desencantos, debalde às minhas fés. Suspiro; caminho; retiro; construo: Netuno, Saturno, vénus, procurando em algum lugar do universo, minhas sandálias que por ti me descalcei.


Por: Kássio rodrigues

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Meus olhos te Encontraram (Maikon Rodrigues)










Quando meus olhos te encontraram pela primeira vez até o folego perdi, tamanha era sua formosura.
As mais belas rosas de todos os jardins não se comparam com a sua grandeza, mui menos as pétalas com sua delicadeza.
Tu és diva, és a princesa que deslumbrava os meus mais belos sonhos. 
A Lua aparece todas as noites só para invejar a sua beleza, pois ela só é admirada quando está cheia, mas você é vislumbrantes em todo tempo e encantadora em todos os momentos.
Nunca outrora houvera conhecido tamanho encantamento em uma só borboleta.

  - PequenooPoeetah

Rajkumari (Maikon Rodrigues)




O dia nasce porque a aurora anuncia o teu nome e a tua graciosidade, fazendo com que a curiosidade do sol o atraia ao novo dia.
O crepúsculo do entardecer, por sua vez, anuncia que a princesa tão almejada, por mim e por muito outros, está se aprontando para sair, então a invejosa lua aparece para admira-la como tantos outros, inclusive as estrelas.

  - PequenooPoeetah

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Algaços - (Kássio Rodrigues)


Não aprendi com a alegria. Não refiz meus passos. Enquanto me fazia, não pude questionar, indagar ou opinar. Não tive sorte, tive Deus; tenho Deus! E ainda há calçados do meu tamanho, porque quando me refaço, me esqueço e me algaço, como em ondas e tsunamis, e sal, e águas frias, e noites sombrias. Sou forte, ainda sinto o quente do café mesmo em dias de tristeza e, me alegro e me refaço, antes que o mundo dite meus passos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O garoto-homem e a menina-mulher (Maikon Rodrigues)

















Certa vez um garoto se apaixonou por uma menina no inicio de sua adolescência, os dois foram extremante apaixonados um pelo o outro, faziam juras de amor, sonhavam juntos, cresceram juntos, aprenderam sobre a vida juntos, um sempre ajudou o outro...
Mas os adolescentes cresceram e o sentimento que outrora era apenas paixão se transformou em amor, processo normal da evolução dos sentimentos. O tempo passou e o garoto passou a acreditar que nunca mais perderia essa menina, que agora já era mulher, e foi ai que ele começou a cavar a sua própria cova. Passou a não valorizar tanto a sua amada, e o desgaste foi nascendo como espinho entre as flores, entre este amor, dividindo-o e afastando-os, até que a carência e a falta dos bons tempos bateram a porta dos corações, mas eles não enxergaram-a, mas a carência sondava incansavelmente o coração da menina, que agora já era mulher, e foi ai onde as desgraças começaram a aparecer. 
Um outro rapaz entrou na vida dessa menina-mulher e a tirou do foco, cegou os seus olhos e arrancou-a do garoto que cego com sua crença que jamais a perderia acabara a perdendo, mas como dito esse rapaz simplesmente tirou-a do foco. Sucessivamente, solitária, carente, sozinha, enraivada, ferida, machucada, buscou refúgio em ''amigos", que na verdade, só a afastaram ainda mais do verdadeiro amor de sua vida. Enfim, essa menina-mulher encontrou um outro sujeito, ao qual se apaixonou e nele encontrou um tapa buraco, ou pelo menos pensa que encontrou. Ela encontrou um sujeito que simplesmente diz que a ama, que simplesmente usa meras e significantes palavras de afeto, mas não demostra com atitudes nem iniciativas, tanto é que o mesmo não possui um emprego, e não move uma pedra para ajuda-la a crescer.
Enquanto isso, o garoto continuava sendo um garoto, enquanto a menina já era mulher, mas com todos esses acontecimentos os seus olhos abriram então percebeu ele que havia perdido a sua amada. Correu ele atrás da sua donzela, mas só o desprezo encontrou quando batia a porta, então o crescimento e amadurecimento do garoto foi inevitável. O mesmo errou bastante, durante toda a trajetória, deu ouvidos a "amigos" que o incentivava a procurar outras garotas, e foi isso que ele fez, mas como já previsto, a "cara" quebrou por uma e duas vezes, e mais uma vez o amadurecimento gradativo foi inevitável. Mas antes que abrir mão da segunda garota, a menina-mulher o procurou e com carinho e saudades, mesmo já namorando, o tratou com todo amor que outrora só os dois conheciam, e foi ai que o garoto-homem, agora homem, abriu mão de tudo para lutar pelo amor da sua amada. Arrependido de todo mal que cometer-te e com uma nova maturidade resolveu guerrear e esperar a sua amada. 
Em meio a conversas, juras de amor e lembranças de sonhos e metas, os dois se uniram em um só e a saudade mataram por três vezes, a esperança aumentava a cada dia, ele então voltou a ajuda-la, a correr atrás das coisas por ela, a se doar para ver as vontades dela se realizarem, dinheiro não era problema, pois o mesmo trabalhava, diferente do sujeito com quem ela estava, ele a ajudou a dar os primeiros passos rumo a dois dos maiores sonhos dela, faculdade e carro, ele literalmente se doou para vê-la feliz mesmo não estando com ele ainda, mas a bipolaridade da, agora, mulher, o machucava incansavelmente, pois ela havia dito que abriria mão do sujeito que com ela agora estava, para ficarem juntos, disse para o, agora, homem que a esperasse que tudo iria se resolver, mas ele a esperou e esperou e esperou, mas novamente tornou a errar, ficou encima da agora mulher a ponto de sufoca-la, mas a saudade e a dor de vê-la com outro o machucava e o mesmo queria resolver logo essa situação, mas a agora mulher, dizia "espere, espere, espere", mas não passava daquelas meras palavras, poucas atitudes via ele nela, mas o amor que sentia por ela o fazia crer e esperar a sua menina-mulher, e até hoje ele à espera incansavelmente ... Mesmo em meio a toda dor, toda ferida, todos os machucados deixados pela sua amada, o seu amor por ela o obriga a espera-la incansavelmente... e ele ainda à espera incansavelmente ...

Por: Maikon rodrigues