VELHO BATOLOMEU
Entre novos e velhos móveis, submergia às ruínas, o esplendor do sol, que há muito não aparecera.
Acompanhando o momento ténue, uma visão linda de verde entrava às escuras no vidro quebrado dos transparentes,
O olhar cansado sobreposto aos óculos tortos se alegrava como nunca, pois há anos a solidão se fazia o melhor amigo.
Tal evento, só foi possível graças à visita de alguém; mesmo com dificuldades na fala, o olhar meigo e submisso do velho agradecia ao neto, como uma criança pelos presentes.
Segurando-o nos braços, aquele jovem sufocado de sonhos, se sentia bem em acolher o avô, mesmo sendo aquele o primeiro encontro dos dois.
O cheiro de mofo na casa ultrapassava as fronteiras do admissível e, mesmo sendo aquele senhor um trabalhador assíduo durante sua jornada juvenil, e nunca ter deixado faltar o fubá à mesa dos filhos, aguardava ao lado do seu fiel amigo, a solidão, a morte do corpo. Filhos, eles estão vivos - mas só na lembrança do velho Bartolomeu -, que hoje celebra sua inglória de não poder andar, e se arrastar pela casa em busca dos remédios e comida. Mesmo motivado pelo desespero, ainda queimava ao coração um sentimento de amor incondicional às crias que hoje são ocultas, mas que foram gerados pelo ardor do seu amor.
Pensando bem, o jovem levou os dedos aos olhos, enxugou as lágrimas que involuntariamente surgiam, e beijou seu avô. Sua mente era tomada por pensamentos de morte, ao mesmo tempo em que se culpava pelo estado de Bartolomeu - Mas a culpa não é sua, disse o ancião. Tudo parecia um sonho: a casa foi limpa, os móveis restabelecidos à clareza, as janelas abertas e, por último, um calor que não vinha de cobertores, abraçava o velho por trás enquanto este se acomodava no sofá de couro rasgado. Como um pedido de desculpas, os dedos do neto ajeitava travesseiro à coluna de Bartolomeu, como outro pedido de desculpas, o velho levou a mão ao braço do neto enquanto isso acontecia, tentando balbuciar alguma palavra curta, fechou os olhos para sempre.
Acompanhando o momento ténue, uma visão linda de verde entrava às escuras no vidro quebrado dos transparentes,
O olhar cansado sobreposto aos óculos tortos se alegrava como nunca, pois há anos a solidão se fazia o melhor amigo.
Tal evento, só foi possível graças à visita de alguém; mesmo com dificuldades na fala, o olhar meigo e submisso do velho agradecia ao neto, como uma criança pelos presentes.
Segurando-o nos braços, aquele jovem sufocado de sonhos, se sentia bem em acolher o avô, mesmo sendo aquele o primeiro encontro dos dois.
O cheiro de mofo na casa ultrapassava as fronteiras do admissível e, mesmo sendo aquele senhor um trabalhador assíduo durante sua jornada juvenil, e nunca ter deixado faltar o fubá à mesa dos filhos, aguardava ao lado do seu fiel amigo, a solidão, a morte do corpo. Filhos, eles estão vivos - mas só na lembrança do velho Bartolomeu -, que hoje celebra sua inglória de não poder andar, e se arrastar pela casa em busca dos remédios e comida. Mesmo motivado pelo desespero, ainda queimava ao coração um sentimento de amor incondicional às crias que hoje são ocultas, mas que foram gerados pelo ardor do seu amor.
Pensando bem, o jovem levou os dedos aos olhos, enxugou as lágrimas que involuntariamente surgiam, e beijou seu avô. Sua mente era tomada por pensamentos de morte, ao mesmo tempo em que se culpava pelo estado de Bartolomeu - Mas a culpa não é sua, disse o ancião. Tudo parecia um sonho: a casa foi limpa, os móveis restabelecidos à clareza, as janelas abertas e, por último, um calor que não vinha de cobertores, abraçava o velho por trás enquanto este se acomodava no sofá de couro rasgado. Como um pedido de desculpas, os dedos do neto ajeitava travesseiro à coluna de Bartolomeu, como outro pedido de desculpas, o velho levou a mão ao braço do neto enquanto isso acontecia, tentando balbuciar alguma palavra curta, fechou os olhos para sempre.

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